26/09/2011

O PASSADO NO PRESENTE


O Programa de Educação Patrimonial coordenado por Angela Sperb e Patrícia Hansen, do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental de Picada Café, no Rio Grande do Sul, continua a nos proporcionar excelentes exemplos de como escola, museu e comunidade podem integrar-se para criar ações que valorizam a memória coletiva de um povo na formação de sua identidade cidadã.
O Museu de Rua, programa que teve início em 2004, com amplo envolvimento de escolas, professores, alunos e comunidade, chegou este mês de setembro à sua décima-primeira edição.
Nas dez edições anteriores, as temáticas, definidas junto com os professores das duas escolas municipais locais, foram: Histórias de Família; Histórias de Escolas; Máquinas e Ferramentas Agrícolas; Festas em Picada Café; Profissões; Jogos e Brinquedos Infantis; Cada Casa, uma história; Higiene e Alimentação; Fé e Religiosidade; e, Cantos e Recantos de Picada Café.
“Caçadores de Tesouros”, a temática da XI edição, foi bastante aberta, resultando em várias exposições temporárias, em diferentes pontos da cidade.
Vejam abaixo alguns exemplos, que podem servir de ponto de partida e/ou estímulo para inúmeras outras atividades de cooperação museu-escola.
FOTOS DE FAMÍLIA – a profa. Andréa Schneider e os alunos de Educação Infantil da Escola Santa Joana escolheram a família como seu maior tesouro. Vasculharam “guardados” familiares e montaram uma interessante exposição de fotos, que ocupou a Agência dos Correios local.
OBJETOS DE ESCOLA – Que objetos faziam parte do cotidiano escolar dos alunos de antigamente? O segundo ano da Escola Santa Joana, com as profas. Daniela Khun e Ana Débora Kintschner, recolheram “tesouros” da escola do passado, quando lousas faziam a vez de cadernos; sacolas de pano ocupavam o lugar das mochilas, etc. Ouviram ainda os relatos de avós e pessoas de idade sobre como eram as escolas que eles, quando crianças e jovens, frequentaram. Local: Recepção Sugarshoes.
LIVROS INFANTIS – O que liam nossos avós e pais?, alunos do 3º. ano da Escola Santa Joana se perguntaram, e saíram, com a profa.Vivian Metz, à procura de respostas. Resultado: inúmeros livros expostos na cafeteria do Museu do Açougue, em baú especialmente construído para a ocasião pelo pai do aluno Eric.
MOEDAS – Os alunos do 5º. ano, com a profa. Rejane Holz Ternus, fizeram o levantamento e catalogação de moedas e cédulas brasileiras, e descobriram a história e as mudanças pelas quais passou a moeda brasileira. Local: Cooperativa SICREDI.
LEMBRANÇAS DE FORMATURA – Uma caçada aos convites, camisetas, fotos de formatura do ensino fundamental, pelos alunos da 8ª. série da Escola Santa Joana, que preparam também a sua própria formatura. – O que mudou? Trajes, costumes, hábitos, etc. O que observaram e concluiram foi exposto na Escola 25 de Julho.
CAIXINHAS DE MÚSICA – alunos do 5º. ano da Escola 25 de Julho, coordenados pela profa. Daniela Flores de Lima, levantaram os tesouros afetivos, emocionais e musicais contidos nas caixinhas de música. Local: Banco do Brasil.
OBJETOS DE FAMÍLIA – alunos do 6º. ano da Escola 25 de Julho, integraram português (profa. Sandra W. de Oliveira), história (profa. Sandra de Luz), e educação artística (profa. Deise Schefflel). Através da “caça” a objetos de família, criaram sua própria relação com a ideia de patrimônio, com respeito às diferenças, e expuseram suas conclusões em textos descritivos ou narrativos, e em desenhos dos objetos. Local: Escola Santa Joana.
LIVROS AUTOGRAFADOS – livros autografados por escritores que já participaram da Feira de Livros de Picada Café; ao todo, 243 exemplares. Alunos de 6ª. a 8ª. séries da Escola Santa Joana. Profas. Deise Wolf Roese e Márcia Hoffmann Rollof. Local: Supermercado Piá.
MEMÓRIAS DA 2ª. GUERRA –. Alunos da 8ª. série da Escola Santa Joana, com a professora de história, Sandra da Luz, recuperaram narrativas sobre a 2ª. Grande Guerra, parte da memória oral de pessoas da comunidade. O objetivo foi levar à percepção de que a história, como memória coletiva, ultrapassa o entendimento e as explicações de livros e documentos oficiais. Local: Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Calçados e Vestuário de Picada Café.
CAÇADORES DE MEMÓRIAS – Alunos do 6º. ano da Escola Santa Joana, coordenados pela profa. Sandra de Oliveira, lembraram fatos importantes em suas próprias vidas e nas vidas de pessoas relevantes para eles, produzindo, a partir daí, textos em que expressam suas ideias, emoções e pensamentos. Local: Escola Santa Joana.
Nós aqui somos fãs de carteirinha desse significativo trabalho desenvolvido por Patrícia Hensen (que coordenou este XI Museu de Rua) e Angela Sperb.

20/09/2011

PRIMAVERA DOS MUSEUS EM OURO PRETO

O Ecomuseu da Serra de Ouro Preto - Núcleo Morro São Sebastião está participando da 5a. Primavera de Museus, que este ano tem como tema Mulheres, Museus e Memória.

A programação, desenvolvida pela equipe do Núcleo, está muito diversificada e interessante. Leiam abaixo e, quem tiver a sorte de estar por lá, participe.

21 e 22 de setembro – 4ª  e 5ª  feiras – 13h às 16h
OFICINA E EXPOSIÇÃO - Bolsas: aplique e bordado
com Tião Costa  e Ana  Paula
Espaço Cultural Cores, Flores e Sabores                                            
Público alvo: comunidades do Ecomuseu                                                
Inscrição: R$10,00
Vagas: 15

23 de setembro – 6ª feira           
EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIAS - 16h22
As Andorinhas e o São João
Homenagem à chegada da Primavera                                                
Antônio Laia
Bar São João (Bar do Baú) Morro São João

24 de setembro a 8 de outubro
EXPOSIÇÃO: Desenhar ainda é desenhar - 11h às 19h 
Trabalhos feitos pelos alunos do IFMG/OP
Disciplina de Arte – professores Haroldo Paiva e Frederico Lamounier
Espaço Cultural Cores, Flores e Sabores 

24 de setembro – sábado                                                                    
Eleição da logomarca do Ecomuseu
15h às 23h  - Núcleo São Sebastião
Organização: Tião Costa                                                                                   
Espaço Cultural Cores, Flores e Sabores  

Espaço Cultural Cores, Flores e Sabores        
Desfile com Arte
Organização de Vanilda, Ana, Aninha  e Bárbara
Homenagem coletiva às mulheres                  
Haroldo Paiva

25 de setembro – domingo
Distribuição de sementes de Ipê, Pau-brasil e mudas de plantas variadas.
Bar e Espaço Cultural Cores, Flores e Sabores                                 
A partir das 14h                                                                                     
Música ao Vivo com  o grupo Vira –Saia
(Couvert artístico.)                 

EXPOSIÇÃO DE ARTESANATO – CULTURA VIVA
EXPOSIÇÃO DE PLANTAS KALANCHOE
imagesde origem africana, é conhecida como flor da fortuna
        
Participação geral  - Equipe do Programa Ecomuseu da Serra de OP – Museologia/Ufop






11/09/2011

RETORNO

Bem, férias, viagens e outros afazeres nos afastaram do blog por tempo considerável. Aos poucos, vamos retornando.

Aguardem por notícias da viagem que Yára fez pela Europa. Ao lado de amigas de ecomuseus nacionais e de Hugh de Varine, Yára visitou ecomuseus europeus e trocou ideias com seus coordenadores e comunidades. Voltou encantada, entusiasmada e com muitas ideias na cabeça.

Duas notícias recentes:

O bairro carioca de Santa Cruz está completando 444 anos. No Centro Cultural que abriga o Ecomuseu de Santa Cruz e o NOPH, haverá um Sarau Cultural  em que poetas, artistas, músicos, atores, professores e alunos do bairro irão se apresentar. Aguardamos detalhes para convidá-los a prestigiar o evento.

Eráclito Pereira também enviou e-mail para nós sobre a mobilização em defesa do patrimônio cultural da cidade de Santo Ângelo. É que, na surdina, durante a noite, foi derrubado um prédio histórico da cidade, que não tem legislação que proteja a memória e o patrimônio local.

Diz o texto de carta enviada aos vereadores locais:
  
"... tomamos conhecimento de que alguns prédios históricos de nossa cidade e que contam grande parte de nossa caminhada desde o período jesuítico, estão por serem vendidos, demolidos, sem o menor critério, em nome de interesses particulares que são postos acima do bem social e coletivo. Como aconteceu no último final de semana com o sobrado contruído em 1924, localizado na esquina das ruas Florêncio de Abreu e Antônio Manoel. [...] Enquanto a administração municipal tenta reconstruir o passado das reduções através da revitalização da praça Pinheiro Machado e das escavações arqueológicas, vemos prédios históricos serem demolidos, uma enorme contradição. [...] Indignados com o que vem ocorrendo no município em relação à falta de proteção aos nossos bens histórico-culturais materiais, manifestamos através desta carta aberta nossa exigência pela aprovação da lei de proteção patrimonial!"

Concordamos, apoiamos e assinamos.
 


07/07/2011

ECOMUSEU DE OURO PRETO - DEPOIMENTO DE QUEM FAZ

Tenho estado longe do computador e do blog (férias curtindo neta). Mas recebi e posto a notícia abaixo, enviada por Sebastião Costa, que está entre os que fazem acontecer as ações do Ecomuseu da Serra de Ouro Preto. Obrigada, Sebastião. O espaço virtual deste blog aguarda e conta com a sua colaboração.

"Atividades relacionadas ao Ecomuseu da Serra de Ouro Preto acontecem, tomam vida no núcleo Morro São Sebastião. A coordenadora Yara Mattos, com o apoio de parceiros daquela comunidade promoveram, em maio de 2011, na 9ª Semana Nacional de Museus, uma exposição - "Coleções de Moradores de Ouro Preto/Estandartes: símbolos da memória visual do bairro São Sebastião/O que nossos objetos contam/Cultura Viva" - no dia 21, seguida de uma Roda de Lembranças no dia 27, no espaço cultural do Bar e Restaurante Cores, Flores e Sabores, no referido bairro.
    Tais atividades contaram com a participação e a presença significativas dos moradores. Nesses dias ouviu-se comentários, declarações e debates sobre a história do bairro; lembranças se afloraram resgatando à memória os primórdios e fatos ocorridos da/na comunidade.
    Cabe ressaltar que, nesse interim, alunos da Escola Municipal São Sebastião, acompanhados pelas professoras, visitaram o espaço  cultural, observaram as fotografias e os objetos pertencentes aos moradores do bairro.
    Esse acontecimento configura-se o marco inicial de um projeto importante à concepção de Ecomuseu, quando então valoriza a preservação e perpetuação da memória."

Sebastião Costa

07/06/2011

NÓS AMAMOS SANTA CRUZ

Odalice Priosti, do Ecomuseu de Santa Cruz, nos mandou uma mensagem, que começa citando o nosso "Abracaldabra".

Porque vai ao passado e ao futuro, mas só se manifesta no  presente, a memória
é a abertura mágica – abracaldabra- para quem faz a hora: a sua hora e a sua vez. (MATTOS, Yára e Ione. Abracaldabra- uma aventura afetivo-cognitiva na relação museu- educação. Ouro Preto, UFOP: 2010.)

Diz Odalice: "Ousamos mais ainda: não só fazemos essa hora e vez no presente, mas ousamos contagiar toda a comunidade museal com a alegria de poder ser e poder fazer essa memória por nós mesmos, libertando-nos de qualquer amarra e exercitando  a autonomia no dia-a- dia dessa construção. Não por acaso a nossa exposição para a 9a SEMANA DE MUSEUS/2011 se chamou ABRACADABRA : Jogos , brincadeiras e diversões, e veio com o apoio e a parceria do Museu do Pontal. Seguem algumas fotos para postarem,  se julgarem oportuno."

Achamos mais do que oportuno, Odalice. Nós testemunhamos a beleza do trabalho que vocês e a comunidade vêm realizando. Além do mais, nós amamos Santa Cruz.
Exposição Abracadabra - Museu do Pontal

Atividade Eduacional com Seu Chico - Museu do Pontal

Seu Chico e os alunos da Escola Municipal Prefeito João Carlos Vital no Museu do Pontal

02/06/2011

SANTA CRUZ FEITA COM AS MÃOS

Em nove maquetes, a artesã Janaína de Lima Botelho reconstruiu a história e a memória arquitetônica do bairro de Santa Cruz, no Rio de Janeiro.

Quando estivemos por lá, Yara e eu, por ocasião do lançamento do livro, vimos algumas dessas maquetes, e admiramos a precisão e detalhe do trabalho, resultado da pesquisa dessa artista do bairro. E noticiamos aqui no blog.



Agora a exposição "Rastros de História e de Memória: Santa Cruz Feita com as Mãos" já pode ser apreciada por todos que visitem o Centro Cultural Municipal Doutor Antônio Nicolau Jorge, lá onde também funciona o Ecomuseu de Santa Cruz e o Núcleo de Orientação e Pesquisa Histórica (NOPH).

Leiam notícia no site d'O Globo Bairros. 

É MUSEU OU NÃO É?

A título de provocação, a Yara lança uma pergunta sobre a postagem "A Memória Precisa de Museus?(2)". Com problemas no computador, ela me pediu para postar a pergunta:

As memórias e os museus precisam ser oficializados por "órgãos competentes", ou são frutos das comunidades e por elas reconhecidos?

O que vocês pensam sobre o assunto?

31/05/2011

REVISTA MUSEU COMEMORA 10 ANOS NA WEB

Lançada sua primeira versão em 2001, a Revista Museu completa este ano o seu décimo aniversário. Desde então, o site tem marcado presença ativa e contínua na Internet, adaptando-se às novas realidades tecnológicas, mas tendo sempre como meta a veracidade e a qualidade da informação. 

Vários momentos de interesse para a comunidade dos museus foram enfocados pelo site, inclusive eventos históricos para a atividade museológica, como o Lançamento da Política Nacional de Museus, no Museu Histórico Nacional (RJ), em maio de 2003. Disponibilizando, em fotografias e mini-vídeos, o relato de personalidades do meio museológico e cultural, o RM possibilitou aos internautas o acesso ao evento, de forma inédita para a época, uma espécie do que hoje seria uma cobertura praticamente em “tempo real”. O material está disponível até hoje no “Canal RM”. 

Ao longo da sua primeira década, o Revista Museu esteve presente em diversos estados para a realização de reportagens “in loco”, e contou com a contribuição de profissionais nacionais e estrangeiros que se dispuseram a divulgar a cultura através do seu site, que em 2005 recebeu Menção Regional do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade. 

Na Edição Especial do Décimo Aniversário, dando continuidade à forte relação estabelecida com especialistas e profissionais da área, a revista publica em seu site um total de 17 artigos:  
“ABRACALDABRA” parabeniza a família Ojeda e a equipe da Revista Museu. Longa vida a essa tão importante iniciativa.  

29/05/2011

A MEMÓRIA PRECISA DOS MUSEUS? (2)

Subscrevo o alerta google para, entre outros temas, “museu”, “educação”, e “museu-educação”. (Abre parêntesis: Você recorre ao alerta google para os temas de seu interesse? Recomendo.)

Outro dia, entre os tópicos envolvidos pelo tema “museu”, lá estava uma notícia de um site de uma nação africana, sobre o reconhecimento da condição de museu para oito de seus edifícios dedicados à memória do país, que “atendiam aos critérios internacionais” e, portanto, faziam jus ao título. Outras duas casas não atendiam (ainda) aos tais critérios, mas esforços estavam sendo feitos para que alcançassem em breve a tão esperada condição.

Voltei à questão da minha postagem anterior: a memória precisa dos museus? A questão foi colocada de modo bastante abrangente. Não é lá uma pergunta das melhores. Alguém poderia questionar: de que memória você está falando? A que tipo de relação necessária você está se referindo? E, finalmente, sobre que museu estamos falando? 

A notícia acima mencionada, e outras que recebi, e às quais me refiro abaixo, trazem contribuições ao “miolo” de uma possível resposta, pois envolvem valores e emoções que podem orientar nossas perspectivas.
Não há dúvida de que, no contexto do país africano da notícia referida acima, a existência de oito museus representa valores sociais da maior importância para eles: havia um claro tom de orgulho por terem oito de suas instituições alcançado o sonhado “status” internacional. 

Aqui mesmo em nosso país, notícias semelhantes me chamaram a atenção:
1 – O Instituto de Pesquisa Afro Cultural Odé Gbomi, no município de Nova Iguaçu, Rio de Janeiro, foi “elevado” à categoria de museu, pelo Instituto Brasileiro de Museus - IBRAM. O acervo do Odé Gbomi é formado por 250 peças iorubas – o maior acervo desse tipo no estado, segundo o presidente Antônio Montenegro. “A Baixada possui o maior número de casas de matrizes africanas. Este museu é uma prova de gratidão a esta região e a Nova Iguaçu” – foram as palavras emocionadas do presidente do novo museu, Antônio Montenegro. Na ocasião em que foi elevado à categoria de museu, o Odé Gbomi recebeu também o “DNAfrica”, resultado de uma pesquisa contendo os nomes dos primeiros africanos que chegaram à Freguesia de Santo Antônio de Jacutinga, região que originou Nova Iguaçu. A pesquisa foi realizada pelo professor e historiador Ney Alberto Gonçalves de Barros. [Interessados? Visitem o site www.institutodepesquisaafrodegbomi.com.br.]

3 – A Universidade de Taubaté (UNITAU), cidade localizada na região do Vale do Paraíba, inaugurou o primeiro Museu Didático do Corpo Humano, destinado à divulgação da ciência da anatomia do corpo humano. O museu objetiva desenvolver um programa para atender às escolas de ensino fundamental, médio e superior da região. [Interessados? Visitem o site http://www.planetauniversitario.com/index.php?option=com_content&view=article&id=22338:unitau-inaugura-na-regiao-o-primeiro-museu-didatico-do-corpo-humano&catid=27:notas-do-campus&Itemid=73.]

4 – Em Brasília, a professora Eva Waisros, pesquisadora da história da educação no DF, apresentou, através da Universidade de Brasília – UnB, o projeto do Museu da Educação de Brasília. Para abrigar o museu, a ideia é reconstruir a Escola Júlia Kubitschek, a primeira da nova capital, de acordo com o projeto original de Oscar Niemeyer. O terreno pretendido para abrigar o museu, na Candangolândia, é usado como lixão e campo de futebol.  
A notícia que li terminava assim: “De acordo com Zoroastro Quaresma, chefe de gabinete da Administração da Candangolândia, a escola Júlia Kubitschek faz parte da memória da cidade. Ele viu a escola original ser erguida e demolida. ‘Ela foi feita em 21 dias, com 80% da estrutura em madeira e 20% em alvenaria. Funcionou para 300 alunos até 1989, quando foi demolida porque estava em ruínas. Chorei muito nesse dia’, conta. ‘Essa escola foi a nossa paixão, linda. É um desejo da comunidade reconstruí-la. Temos um abaixo assinado com mais de três mil assinatura para isso’, afirmou”. (Interessados? Fonte: UnB Agência - http://novoportal.unb.br/noticias/unbagencia/unbagencia.php?id=5122).

Pergunto: A quem esses museus estão (estarão) servindo, e a que memórias? Qual a importância que você atribui a essas ações? Os edifícios são necessários? Verbas para a manutenção desses museus são (ou deveriam ser) prioridades? 

Penso que a contextualização (particularização, como nas notícias acima) ajuda a aproximar o raciocínio de valores mais pessoais, e por isso mesmo mais significativos para cada um de nós. A partir daí podemos escolher quais aspectos e sentidos podem melhor orientar nossas decisões e escolhas sobre o que julgamos ser (ou não) prioritário.

A pergunta continua: a memória precisa dos museus?   

17/05/2011

A MEMÓRIA PRECISA DOS MUSEUS?

Segundo o Instituto Brasileiro de Museus - Ibram (autarquia do Ministério da Cultura responsável pelos museus federais), apenas 20% dos municípios brasileiros contam hoje com museus. Um dos objetivos do plano de diretrizes e metas do setor para os próximos dez anos [leia a íntegra do Plano Nacional Setorial de Museus], elaborado em 2010 por ocasião do 4ª Fórum Nacional de Museus, é a criação de cerca de 250 instituições do gênero.

A verba destinada aos museus no Orçamento do Governo Federal para 2011, entretanto, foi contingenciada. O contingenciamento é o resultado da necessidade de o Governo Federal diminuir gastos, conforme a opinião de economistas e analistas político-financeiros. A não tão facilmente obvia tomada de decisão do Governo sobre o que contingenciar – ou não – envolve crenças, valores e o consequente estabelecimento de prioridades: onde vamos deixar de gastar? Onde não podemos deixar de gastar?

Aceitando-se que a opção primeira do Governo seja de fato a eliminação da pobreza, e que os gastos prioritários serão aqueles que contemplem: (1) o atendimento às necessidades básicas da população – digamos educação; saúde e alimentação; moradia em condições de higiene e segurança; trabalho e locomoção e, por último, mas não menos importante, lazer; e (2) a criação de condições que promovam desenvolvimento econômico socialmente justo e ambientalmente sustentável;

Aceitando-se essas premissas, pergunto: a verba para a criação e sustentação de 250 novos museus deve ou não ser contingenciada? Qual é (ou seria) o ponto de vista e a perspectiva das comunidades que vão receber os museus? Há outras ações possíveis, a partir dos museus já existentes, que contemplem uma extensão do atendimento às populações que não dispõem de museus? É possível criar ações museológicas sem museus (quero dizer, a “casa-museu”), com menor ou nenhum gasto de dinheiro público, e ainda assim compor uma política de valorização cultural, patrimonial e de cidadania?

Qual a sua opinião sobre o assunto? Que perguntas e/ou reflexões você faz a respeito? Comente. Participe.

05/05/2011

ABRACALDABRA NO YOUTUBE

Cau Barata, aluno da Escola de Museologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro - UNIRIO, presente ao lançamento do Abracaldabra no dia 19, filmou tudo e disponibilizou através do Youtube: Escola de Museologia - UNIRIO - Aula Magna - 2011.
Tem mais. O Cau faz com diversas outras postagens no Youtube aquela viagem entre sentido e significado sobre a qual conversamos no lançamento: são 43 contribuições em filmes e fotos - uma viagem. Adorei e convido vocês a experimentarem.

01/05/2011

ECOMUSEU DA SERRA DE OURO PRETO - SEMANA NACIONAL DE MUSEUS 2011

Vista de Ouro Preto tirada do Mirante – anos 1950 – Coleção Particular.
O Programa de Implantação do Ecomuseu da Serra de Ouro Preto/MG, ao reafirmar a importância das ideias de território (espaço vivido) como museu, e da apropriação das coleções enquanto patrimônio cultural de todos, traz para as comemorações da Semana Nacional de Museus 2011 algumas ações que permitem o entrelaçamento dos conceitos de memória, comunidade e identidade familiar.

Relacionadas ao tema da semana – Museu e Memória – serão apresentadas duas exposições no Espaço Cultural Cores, Flores e Sabores do Morro São Sebastião: Estandartes: símbolos da memória visual do bairro São Sebastião e O que nossos objetos contam. 
Na primeira, será exposta a documentação fotográfica do bairro nos anos 1950/60, sob a forma de estandartes confeccionados por artesãs da comunidade, a partir de fotos de coleções particulares das famílias locais. 
Os estandartes ou bandeiras surgiram com os povos egípcios, assírios, persas, gregos e romanos, empunhados pelos exércitos como símbolos de conquistas. O nome é originário da palavra persa band, que significa estandarte. Posteriormente, foram adotados pelas comunidades religiosas, confrarias e irmandades, e levados em procissões. Sua linguagem plástica foi apropriada pelas artesãs, que enfeitam as festas tradicionais e os eventos culturais. 

A segunda exposição mostra peças de uso doméstico que documentam, historicamente, o universo material dos núcleos familiares, valorizando suas singularidades, seu modo de vida, sua forma de ter e manter.

Relacionada à cultura viva, haverá ainda uma exposição de arte e artesanato destacando a produção atual do grupo de artesãs dos bairros que compõem a Serra de Ouro Preto, com vendas no local. 

A programação foi idealizada por Vanilda Claudia de Paula Alves, Ana Paula Costa Pereira e Ana Maria Mendes, em conjunto com a equipe do programa Ecomuseu da Serra de Ouro Preto, do Departamento de Museologia da UFOP. A abertura será no sábado, 21 de maio, 2011, às 15 horas.
Yara Mattos - Coordenadora do Ecomuseu da Serra de Ouro Preto 

29/04/2011

UMA CRIANÇA QUE GOSTA DE MUSEUS

Atenção para a sugestão, professores e museólogos: conheçam o blog da Sophia. 

Eu já falei na Sophia em postagem anterior. Pois bem. A mais recente postagem no blog "Imersão no Canadá", que a Sophia criou para comentar suas observações sobre o país onde está morando com os pais, traz uma ideia, na prática em sua sala de aula canadense, que também está descrita - com variantes - em nosso livro Abracaldabra, como uma possibilidade de despertar sentidos e significados em jovens visitantes de museus. 

A Sophia explica assim: "Hoje, na aula de Estudos Sociais, fizemos uma atividade de arqueologia. A professora deu fotos de artefatos egípcios para cada grupo e nós tínhamos que descobrir: para fazer o quê cada objeto servia, quem o usava, em qual parte da casa ele ficava e como funcionava. Atrás de cada foto tinha o tamanho, a data e uma pista sobre o objeto".

O blog da Sophiaé uma fonte de inspiração para qualquer professor e/ou museólogo que esteja procurando formas de dar sentido e significado às memórias históricas, culturais, sociais: objeto de suas disciplinas e/ou exposições.

O texto acima é parte da postagem intitulada "Brincando de Arqueólogo" (que inclui também um comentário sobre um museu canadense). Mas eu recomendo que vcs leiam as postagens da Sophia em geral. Se não der, leiam pelo menos a postagem "Buddies" ("Na minha escola tem uma coisa chamada buddies (amigos), uma aula que temos a cada 2 semanas. É quando nós (crianças do quinto e sexto ano) vamos na sala das crianças do primeiro e segundo anos"). "Buddies" termina assim: "Eu e o meu parceiro sabemos que o nosso buddie é muito quieto e tem dificuldade de se expressar, por isso conversamos muito com ele e estimulamos ele a fazer as atividades - diferente de algumas garotas que pintam o desenho para o buddie e nem o motivam a fazer o caça palavras. Eu e o meu parceiro estamos ajudando o nosso buddie a interagir mais com os outros. Acho a ideia de buddies muito legal, já que é uma aula para aprender a ter paciência, ser colaborativo e a cuidar de alguém, como se fosse em família - é como ter uma aula sobre como criar os filhos".

Depois de ler o pedaço de texto acima, tenho certeza de que vocês clicarão aqui e irão direto ao "Imersão no Canadá".
 

28/04/2011

O NOVO SIGNIFICADO DE SANTA CRUZ

Sentido tem. Posso compreender exatamente a natureza da reportagem (O Globo, caderno Razão Social no. 116, 19 de abril 2011, pp. 4-7) que fala sobre os riscos do crescimento, focando os problemas de saúde que vêm afetando a comunidade após o início das operações da CSA - Companhia Siderúrgica do Atlântico.

Faz perfeito sentido, mas o significado ficou muito mais forte, próximo e afetivo, quando li que a principal área atingida fica em Santa Cruz, bairro do Rio de Janeiro que nos recebeu, à Yára e a mim, no dia 20 passado, para o lançamento do "Abracaldabra" (Leia Mais).

Ao funcionar, a CSA despeja 15 substâncias no ar e cinco na água e, ano passado, por duas vezes lançou fuligem no ar, prejudicando diretamente as condições ambientais em conjuntos habitacionais próximos à usina. Médicos e hospitais da região foram ouvidos e disseram que aumentaram os casos de pessoas com queixas respiratórias, irritabilidade, coceiras, diarréia e conjuntivite.

A notícia dava conta das providências que estão sendo tomadas a respeito - espera-se que com resultados eficientes. Mas o que marcou minha leitura foi o indiscutível fato de que Santa Cruz ganhou para mim uma significação maior desde que lá estive.

Agora, Santa Cruz não é apenas um lugar no mapa: Santa Cruz tem rostos, gestos, corações e personas que me dizem mais de perto. Tem história, memória que começa a se incorporar às minhas percepções e ao meu conhecimento (ver também as maquetes contadoras da história do bairro). Por isso a notícia mexeu não só com minha razão, mas com a minha emoção: sentido e significado.

É deste elo de memória, que não depende do contato físico, da presença ou da proximidade, mas sim da força das identificações, que falamos no Abracaldabra, quando dizemos que um conteúdo, para adquirir valor de lembrança memorável, precisa engajar a emoção com a qual atribuímos relevância e estabelecemos relações de significação que separam o "esquecível" do inolvidável.  

15/04/2011

MUSEU DO VINHO MÁRIO DE PELLEGRIN

Minha irmã Yára me enviou o link do Museu do Vinho Mário de Pellegrin, de Videira, SC. Veio com a afirmação de que eu ficaria interessada. Como não gosto de e não me interesso por bebida alguma, salvo água, suco e refrigerante (é a Yára que adora uns queijos e vinhos), achei que ela, naquele momento, equivocara-se feio. Entretanto, para não desgostar a irmã-amiga, resolvi fazer uma rápida visita, antes de agregar o endereço aos nossos links, como a Yára pedira.
Pois bem. O trabalho do museu, intencionalmente o de “divulgar e apoiar eventos de cunho histórico e cultural na região de Videira, Santa Catarina”, mostra uma dimensão de ampla interação com a comunidade.
Além do vinho – e eles promovem um Curso de Análise Sensorial de Vinhos e Espumantes que, se não chega a me apetecer pela bebida, abre-me visões tonteantes – dizia eu, além do vinho, há inúmeras interatividades de dar água na boca.
Chamou-me a atenção o Projeto Coreto em Movimento. O tal coreto fica na praça defronte ao prédio do museu. É já o museu fazendo parte, integrando-se à geografia, humana e espacial, da cidade. Em torno do coreto já aconteceram: a tarde dos velhos (eles chamam de “melhor idade”, mas já cheguei lá e não acho que seja a melhor); exposição de carros antigos – isso me atrai um bocado; um evento de ritmos brasileiros – baticum em corações e ouvidos; e um dia de brincadeiras populares – incluindo bola de gude, pião, bambolê (gente, eu era muito boa de bambolê, passava da cintura para o pescoço, pros braços, ombros, pernas, agora o danado não fica nem na cintura!), e mais: pipa, peteca, amarelinha, bilboquê. Não falaram em brincadeira de roda, mas deve ter tido.
A nota de destaque é a de que a dinâmica de maior aproximação com a comunidade tem-se mostrado, como era de se esperar, muito consequente: um incremento médio de 90 para 500 visitantes por mês comprova o acerto, numericamente.
Fiquei com muita vontade de ir até esse museu, movimentar-me com o coreto, apreciar as videiras, ver as exposições que promovem, conhecer a cidade e a comunidade, da qual nunca antes tinha ouvido falar. Quando eu for, ainda não vou beber do vinho, mas vou me divertir como se bebesse. 

02/04/2011

MUSEU, EDUCAÇÃO, RAZÃO, IMAGINAÇÃO, EMOÇÃO

Encontrei no blog Repensando Museus [que tem postagens ótimas para provocar (re)pensamentos] uma citação do Niemeyer: “a razão é inimiga da imaginação”. Será?
Tenho sérias dúvidas sobre essa dicotomia, a propósito da qual me faço muitas perguntas. Por exemplo: Einstein logicava ou imaginava? O que estava ele fazendo quando imaginou o que aconteceria se alguém pudesse viajar montado num raio de luz?
E nós, quando imaginamos, não raciocinamos? Quando fantasiamos, não refletimos? Quando concebemos, não ponderamos? E quando raciocinamos, refletimos, concebemos, não estamos imaginando?
Essa separação entre imaginar e logicar (usar a razão fazendo uso da lógica) também já teve o seu momento no meu pensar. Hoje mudei de opinião.
Mudei de opinião quando, despertado meu interesse pela neurociência, fui descobrindo a enorme imaginação dos cientistas – é fascinante a lógica imaginativa com que formulam hipóteses e buscam explicações. Quase ao mesmo tempo, despertada minha imaginação para coisas como planetas, astros e universos, fui descobrindo o fantástico imaginário da construção de hipóteses lógico-matemáticas que intentam explicar o universo e o mundo. Todos reconhecemos sem dificuldade a imaginação no artista; pois é igualmente apaixonante descobrir os delírios imaginativos dos cientistas.
O que tem isso a ver com museus? Bem, a Maria Isabel, do Repensando Museus, usou a citação do Niemeyer para declarar que museus devem instigar a imaginação, sobretudo das crianças. Concordo, porque os espaços museológicos de todos os tipos têm tudo para instigar: a imaginação e, simultânea e inevitavelmente, a razão. Ali, nesses espaços, abertos ou fechados, o encontro de memórias – passadas, presentes, futuras – ativa a mais humana das nossas capacidades mentais, a de pensar-se e, ao fazê-lo, libera “o organismo de repertórios e reações fixas, permitindo a representação mental de alternativas, imaginação, liberdade”, como explica o neurocientista Oliver Sacks (prefácio de “O Cérebro Executivo”, de E. Goldberg, RJ: Imago Ed., 2002).
O que vocês pensam? Imaginação e razão caminham juntas? Ou são “inimigas”, como algum dia afirmou Niemeyer? Esse debate cabe no tema “museus”?
Escrevi um comentário à postagem de Maria Isabel. Leia mais.

31/03/2011

MUSEU CASA GUIMARÃES ROSA - 37 ANOS

O museu Casa Guimarães Rosa, vinculado à Superintendência de Museus e Artes Visuais da Secretaria de Estado de Cultura de MInas Gerais, completou 30 anos dia 30  de março. O  trabalho desse museu segue uma postura de atendimento prioritário à comunidade de Cordisburgo e cidades vizinhas, e funciona como centro de referência da vida e obra de Guimarães  Rosa, e como núcleo de informações, estudos, pesquisa e lazer.

Para celebrar o aniversário do museu, aconteceram duas oficinas: uma, com o Grupo de Contadores de Estórias Miguilim, formado por jovens, uma graça de trabalho, segundo testemunho de Yára. Fundado em 1995, o grupo tem o propósito de divulgar a obra de Rosa e, ao mesmo tempo, enriquecer a visita ao museu com narrações de trechos da obra do escritor. 

A segunda oficina, “Trajetórias de Guimarães Rosa”, dirigida aos alunos do quinto ano do Ensino Fundamental da Escola Estadual Mestre Candinho, em Cordisburgo., aconteceu na própria escola, com os alunos construindo um painel cronológico a partir de leituras de documentos das trajetórias do autor.

Museu virtual
Conheça o Museu Casa Guimarães Rosa pela internet: www.eravirtual.org. É possível ainda, por meio do mesmo site, visitar outros museus mineiros e brasileiros. 

De Minas Gerais, podem ser visitados: o Museu do Oratório e o Museu Casa Guignard, em Ouro Preto; e a Casa Fiat de Cultura e o Museu de Artes e Ofícios, em Belo Horizonte. Em breve, estarão disponíveis visitas ao Museu de Ciências Naturais da PUC Minas e Museu Histórico Abílio Barreto, em Belo Horizonte.

28/03/2011

MUSEU VIVO

Hoje fui visitar o blog Repensando Museus: museu, educação, infância, e recomendo - tem informação por lá que vocês vão gostar de saber. De lá acabei indo parar em outro blog pra lá de interessante. Sophia, uma menina brasileira de 10 anos, está desde o ano passado vivendo com os pais em Toronto, Canadá. Para compartilhar sua experiência em terras estrangeiras, criou seu próprio blog, o Imersão no Canadá (clique e conheça). Sophia é uma menina muito interessante e suas postagens apresentam com inteligência suas observações.

Uma dessas postagens - Black Creek Pioneer Village - fala de sua visita a um museu vivo, simulação completa de uma vila canadense tal como existiu em 1867. Sophia gostou muito da experiência e eu, pessoalmente, também adoro os museus vivos.  Fiquei com aquela vontade de ir até lá também.

No entanto, já ouvi de alguns museólogos que esse tipo de simulação é uma aproximação "equivocada" à ideia de museu. Pode ser, mas eu concordo mesmo é com a Sophia, cujo blog vou passar a frequentar.

E você? Qual a sua opinião a respeito?

16/03/2011

EDUCAÇÃO PATRIMONIAL

"Abracaldabra", Picada Café. Saudamos vocês.
As iniciativas, eventos e envolvimento da comunidade nas atividades com foco no patrimônio histórico, cultural e ambiental do município estão bem no espírito "abracaldabra": de fora pra dentro, de dentro pra fora, fazem-se as descobertas de sentido e significado que marcam o pertencimento a uma comunidade.
Leiam sobre o que acontece por lá na página Central de Atividades.

15/03/2011

DIA INTERNACIONAL DE LUTA CONTRA O RACISMO

Dia 21 de março é o Dia Internacional de Luta Contra o Racismo. Os museus também participam da iniciativa, quer garantindo o acesso à criação artística contemporânea da África (Museu de Arte Contemporânea de Niterói), quer com realizações como o 1o. Encontro de Mulheres Negras de Clubes Sociais Negros da Região Central (Museu Comunitário Treze de Maio - o primeiro museu afro-brasileiro do Rio Grande do Sul). Veja notícias completas na página Memórias Futuras.